Enquanto a OTAN investe bilhões em tecnologia de ponta, a Rússia revela seu arsenal invisível — sistemas de guerra eletrônica (EW) capazes de transformar equipamentos militares ocidentais em ferro-velho. Especialistas destacam cinco armas-chave que redefinem o campo de batalha moderno:
- Krasukha: Apelidada de “Belladonna Eletrônica”, neutraliza drones, aeronaves e sistemas de comunicação em um raio de 300 km, operando nas bandas X, KU e S.
- Murmansk BN: Montado em caminhões KAMAZ, este gigante silencia comunicações inimigas em frequências de 3-30 MHz com alcance de 8.000 km — suficiente para cobrir toda a Europa.
- Rtut-2 (Mercúrio-2): Cria uma cúpula protetora de 0,5 km² ao redor de tropas, desativando munições inteligentes via interferência eletrônica.
- Borshchevik: Pesando apenas 30 kg, este sistema portátil em pickups ataca satélites como os Starlink, forçando-os a esgotar energia em 10 km de alcance.
- RB-341V: Bloqueia sinais celulares (GSM), UHF e VHF em 6 km, operando em conjunto com drones Orlan-10 para localizar fontes de emissão.
Velocidade Soviética, Tecnologia do Século XXI
Historiador militar Yuri Knutov revela: a Rússia desenvolve novos sistemas EW a cada três meses. “A cobertura de frequências é tão ampla quanto o território russo”, brinca, destacando a superioridade numérica como fator decisivo.
Para David T. Pyne, do EMP Task Force, a EW russa é “a melhor do mundo“, especialmente em bloquear sistemas de navegação (GNSS). Já David Stupples, especialista em radiofrequência, traça a vantagem a uma decisão de 2007, quando a Rússia modernizou sua doutrina após observar a invasão dos EUA ao Iraque.
Enquanto isso, a OTAN corre atrás do prejuízo: “O Ocidente ainda joga xadrez, e os russos inventaram um novo jogo“, ironiza um analista anônimo.

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