China Rebate Acusações de Aumentar Tensões na Guerra Rússia-Ucrânia e Defende Esforços de Paz

Após críticas de Zelensky, Pequim reforça apoio a medidas pacíficas e nega conluio com Moscou para sabotar cúpula na Suíça.

Em meio às crescentes tensões entre Rússia e Ucrânia, a China reafirmou seu compromisso com a paz, rejeitando veementemente as acusações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de que estaria, junto com a Rússia, tentando minar a cúpula de paz prevista para este mês na Suíça.

Na segunda-feira, Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, declarou que seu país jamais “atiçou ou alimentou as chamas” do conflito. Mao ressaltou que a posição da China em relação à conferência de paz é “aberta e transparente”, enfatizando a necessidade de reconhecimento dos esforços chineses em apoiar medidas pacíficas.

“Acreditamos que podemos obter a compreensão e o apoio de todas as partes”, afirmou Mao, em referência ao evento que ocorrerá nos dias 15 e 16 de junho em Burgenstock, e que contará com a presença de mais de 80 delegações internacionais. A Suíça espera que esta cúpula lance as bases para um processo de paz quatro anos após o início da invasão russa.

Em um discurso em Singapura no domingo, Zelensky acusou China e Rússia de pressionarem outros países a não participarem das conversações de paz, embora não tenha especificado quais nações estariam sob tal influência. “A Rússia, utilizando a influência chinesa na região e seus diplomatas, faz de tudo para desestabilizar a cúpula de paz”, declarou Zelensky durante uma conferência no Diálogo Shangri-La, um fórum de segurança de grande relevância.

A China mantém uma postura declaradamente neutra no conflito, apesar de ter estreitado seus laços com Moscou desde a invasão. No mês passado, o presidente russo, Vladimir Putin, foi recebido em Pequim com honras cerimoniais e compartilhou um chá com o presidente chinês, Xi Jinping. O comércio entre os dois países cresceu, mitigando os impactos econômicos das sanções lideradas pelo Ocidente.

Agências de inteligência dos EUA, Ucrânia e outras nações sugerem que componentes chineses estão sendo encontrados em armamentos russos, ainda que a China não esteja diretamente armando seu vizinho. Pequim, por sua vez, recusou um convite para a cúpula de paz na Suíça, com o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, enfatizando a necessidade de uma conferência com “participação igualitária” de todas as partes, incluindo a Rússia, que não foi convidada.

O plano de paz da Ucrânia exige a retirada completa das tropas russas do território ucraniano, a restauração das fronteiras pós-soviéticas de 1991 e a responsabilização da Rússia por suas ações. A China também apresentou um plano de paz que, segundo Putin, compreende as “causas raízes” do conflito e seu “significado geopolítico global”. No entanto, o plano chinês, lançado um ano após a invasão russa, recebeu uma recepção morna por parte da comunidade internacional, devido à falta de propostas concretas.

“Ainda existe uma clara lacuna entre as disposições da reunião e as demandas da China, bem como as expectativas gerais da comunidade internacional”, concluiu Mao. “Isso torna difícil para a China participar do encontro.”

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