O presidente russo, Vladimir Putin, proferiu palavras incisivas nesta sexta-feira, classificando o cerco à Faixa de Gaza pelo Exército israelense como “inaceitável” e fazendo uma comparação histórica surpreendente. Putin equiparou a situação atual à angustiante história da cidade soviética de Leningrado durante a Segunda Guerra Mundial, sob o cerco nazista.
Durante uma coletiva de imprensa realizada em Bishkek, no Quirguistão, Putin expressou seu profundo desagrado com a situação em Gaza, enfatizando a gravidade do cerco. “Israel está se preparando para fazer em Gaza algo ‘comparável ao cerco de Leningrado’. É inaceitável. Mais de dois milhões de pessoas vivem lá. Nem todos apoiam o Hamas”, declarou o líder russo.
Essa comparação histórica não apenas chama a atenção para a crise em Gaza, mas também evoca memórias dolorosas da história da Segunda Guerra Mundial. O cerco de Leningrado, que durou 872 dias e resultou em inúmeras mortes devido à fome e aos ataques, é um símbolo de resistência e sofrimento durante aquele conflito.
Enquanto Putin fazia essa observação notável, o primeiro-ministro palestino, Mohammed Shtayyeh, também se pronunciava sobre a situação. Em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, Shtayyeh acusou Israel de cometer um “genocídio” em Gaza, enfatizando o impacto devastador dos bombardeios israelenses sobre a região, que enfrenta o conflito entre o Exército israelense e o movimento islâmico palestino Hamas.
“Nosso povo em Gaza está sofrendo um genocídio, e Gaza se tornou uma zona de desastre”, afirmou Shtayyeh. O conflito, que já se estende por sete dias, tem causado grande sofrimento e resultou em perdas humanas significativas, tornando-se uma questão de profunda preocupação internacional.
Descrição da imagem: A imagem retrata uma fotografia histórica de Leningrado cercada durante a Segunda Guerra Mundial, onde os edifícios estão em ruínas e as pessoas enfrentam dificuldades extremas. A imagem serve como um lembrete dos horrores do cerco nazista e da atual crise em Gaza.