Biden autoriza uso de armas americanas em território russo por parte da Ucrânia, dizem fontes

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, teria autorizado o uso de armamentos fornecidos pelos EUA para ataques em solo russo, de acordo com reportagens de veículos como Reuters, Associated Press e New York Times. A decisão marca uma mudança significativa na postura americana e ocorre enquanto Biden se aproxima do fim de seu mandato, com a expectativa de que seu sucessor, Donald Trump, adote uma abordagem mais favorável à Rússia.

Fontes anônimas, incluindo dois funcionários do governo americano, revelaram no último domingo que a Ucrânia planeja realizar ataques de longo alcance com essas armas nos próximos dias. Apesar da Casa Branca não ter se pronunciado oficialmente, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que os mísseis “falarão por si mesmos”.

Em discurso à nação, Zelensky indicou que a permissão para os ataques não seria publicamente confirmada. “Muitos na mídia dizem que recebemos permissão para agir. Mas ataques não são feitos com palavras. Tais coisas não são anunciadas. Os mísseis falarão por si mesmos”, declarou.

A notícia também gerou reações internacionais. O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, comemorou a decisão americana, afirmando que esta é a única “linguagem que Putin entende”. Por outro lado, o parlamentar russo Vladimir Dzhabarov alertou que tal decisão pode provocar uma terceira guerra mundial, com retaliações imediatas por parte da Rússia, segundo a agência estatal TASS.

A mudança de postura de Biden ocorre pouco antes de sua saída, marcada para 20 de janeiro, quando Donald Trump assumirá a presidência. Trump já sinalizou dúvidas sobre o apoio contínuo à Ucrânia, sugerindo que sua administração poderia reverter essa autorização. Apesar de prometer um fim rápido para a guerra, Trump não detalhou como planeja alcançar esse objetivo.

A Ucrânia deverá utilizar os mísseis ATACMS, de fabricação americana, que têm um alcance de até 306 quilômetros. Zelensky vinha pressionando há meses por autorização para usá-los contra alvos estratégicos em território russo. De acordo com o jornal francês Le Figaro, o Reino Unido e a França também teriam permitido o uso de seus mísseis de longo alcance em ataques dentro da Rússia. Segundo James Bays, correspondente diplomático da Al Jazeera, o objetivo dos aliados ocidentais seria apoiar a Ucrânia na reconquista de áreas russas ocupadas, como Kursk.

Essa decisão representa uma virada drástica na política de Biden, que anteriormente rejeitava tal uso por temer uma escalada direta entre a OTAN e a Rússia. Contudo, o recente avanço russo na guerra e a crescente influência de aliados como a Coreia do Norte, que enviou milhares de soldados em apoio a Moscou, podem ter pressionado Biden a agir. A mudança também fortalece a Ucrânia, que luta para proteger sua infraestrutura e cidades de ataques russos.

Por outro lado, analistas acreditam que Moscou enxerga Trump como um negociador mais favorável, capaz de pressionar Kyiv a ceder territórios atualmente controlados pela Rússia no leste e sul da Ucrânia.

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