Alice Weidel, co-líder do partido de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), desponta como favorita na disputa pelo cargo de chanceler, segundo levantamento realizado pelo instituto INSA e divulgado pelo jornal Bild.
O estudo, publicado no domingo, indica que 24% dos entrevistados preferem Weidel como chanceler, superando o líder da União Democrata Cristã (CDU), Friedrich Merz, que obteve 20% de apoio. O atual chanceler, Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata (SPD), aparece com apenas 15%, enquanto Robert Habeck, dos Verdes, soma 14%.
Aos 45 anos, Alice Weidel foi oficializada como candidata da AfD no dia 7 de dezembro, consolidando a estratégia do partido para as eleições antecipadas, marcadas para 23 de fevereiro. A nomeação será confirmada durante a conferência partidária no próximo mês.
Weidel não poupou críticas à União Europeia em recente entrevista à Bloomberg. Ela acusou o bloco de minar a indústria automotiva alemã — considerada o pilar econômico do país — e sugeriu transformar a UE em uma mera zona de livre-comércio. Além disso, o manifesto eleitoral da AfD defende um referendo para retirar a Alemanha da União Europeia e da zona do euro, em uma espécie de “Brexit alemão”.
O partido, que segue uma linha de oposição à imigração e às políticas da UE, tem registrado crescimento expressivo. Nos últimos 12 meses, a AfD aumentou sua base de filiados em 50%, atingindo cerca de 50.600 membros, conforme informou um porta-voz à Reuters. Apesar disso, o número ainda representa apenas 14% do total de membros das maiores legendas alemãs, como o bloco CDU/CSU e o SPD.
A ascensão de Weidel e do AfD reflete uma tendência crescente de fortalecimento de partidos de direita e anti-imigração em toda a União Europeia. Nos últimos anos, essas forças políticas alcançaram o poder em países como Croácia, Finlândia, Hungria, Itália, Holanda, República Tcheca e Eslováquia.

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