EUA iniciam voos de deportação em massa sob governo Trump

Os Estados Unidos deram início a uma série de voos de deportação de imigrantes ilegais para seus países de origem, conforme anunciou a secretária de imprensa da Casa BrancaKaroline Leavitt, nesta sexta-feira. A medida faz parte de uma onda de prisões em todo o país, com o objetivo de enviar uma mensagem clara: “quem entrar ilegalmente nos EUA enfrentará consequências severas”, afirmou Leavitt em uma publicação na rede social X.

A secretária compartilhou fotos de homens sendo conduzidos a aviões de transporte militar, incluindo uma imagem tirada no Aeroporto Militar de Biggs, em Fort Bliss, Texas. Segundo a Fox News, um dos voos transportou 80 pessoas para a Guatemala. A operação é parte de uma ação coordenada pela Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), que realizou batidas em cidades como BostonNova YorkNewark e San Francisco. Somente na quinta-feira, 373 pessoas foram detidas para deportação, totalizando mais de 500 prisões nesta semana.

O prefeito de NewarkRas Baraka, criticou duramente uma operação da ICE em um mercado de peixes da cidade, acusando os agentes de violarem a Constituição dos EUA ao entrarem no local sem um mandado. “Newark não ficará parada enquanto pessoas são ilegalmente aterrorizadas”, disse Baraka, prometendo defender os direitos civis e humanos.

Entre os detidos estão cidadãos de diversos países, como AfeganistãoAngolaBrasilColômbiaEl SalvadorGuatemalaHondurasMéxicoNicaráguaSenegal e Venezuela. A ICE destacou que a operação priorizou imigrantes que cometeram crimes após entrarem ilegalmente no país, incluindo membros de gangues e agressores de crianças.

Durante sua campanha eleitoral, o presidente Donald Trump prometeu liderar a “maior operação de deportação da história dos EUA”. Em entrevista à MSNBC no mês passado, ele afirmou que começaria deportando imigrantes ilegais que cometeram crimes, antes de avançar para outros casos. Estima-se que haja entre 11 milhões e 35 milhões de imigrantes ilegais vivendo atualmente nos Estados Unidos.

Logo após sua posse, Trump assinou uma série de ordens executivas para reforçar a segurança na fronteira com o México, declarando emergência nacional na região e designando os cartéis de drogas como organizações terroristas estrangeiras. Além disso, ele encerrou a política de cidadania automática para filhos de pais que não são cidadãos americanos nem residentes permanentes legais.

Pentágono enviou 1.500 soldados e fuzileiros navais para a fronteira nesta semana, com o objetivo de auxiliar na construção de barreiras e no transporte de imigrantes detidos. “Como comandante-em-chefe, não tenho responsabilidade maior do que defender nosso país de ameaças e invasões”, declarou Trump durante seu discurso inaugural.

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