G7 planeja manter ativos russos congelados após fim do conflito na Ucrânia

O grupo das sete maiores economias globais (G7) pretende manter os ativos russos congelados em suas jurisdições, mesmo após o fim das hostilidades na Ucrânia, segundo informações divulgadas nesta terça-feira. Um rascunho de declaração, liderado pela Itália, sugere que os líderes do G7 reafirmarão essa posição em breve.

“Reafirmamos que os ativos soberanos da Rússia em nossas jurisdições permanecerão imobilizados até que a Rússia encerre sua agressão e pague pelos danos causados à Ucrânia”, diz o documento preliminar, citado pelo jornal japonês Nikkei.

Além de manter os ativos congelados, o G7 está planejando garantir um empréstimo de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 252 bilhões) à Ucrânia, que seria pago com os lucros obtidos dos ativos russos congelados. A notícia foi confirmada por diversas fontes do G7 e da União Europeia (UE).

No mês passado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, recomendou aos países membros da UE que considerassem a concessão de um empréstimo de 35 bilhões de euros (aproximadamente R$ 189 bilhões) à Ucrânia, também a ser pago com os lucros dos ativos russos congelados. A proposta foi endossada pelo Parlamento Europeu nesta terça-feira.

O comissário europeu de Justiça, Didier Reynders, informou que o G7 anunciará suas contribuições ao empréstimo de US$ 50 bilhões para Kiev durante uma reunião em Washington, marcada para o dia 25 de outubro. O financiamento seria garantido pelas receitas excepcionais geradas pelos ativos russos congelados, consolidando uma estratégia conjunta entre os países do G7 e a União Europeia.

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