Kremlin impõe condições para retomada de negociações de paz com a Ucrânia

O Kremlin declarou que não haverá conversas de paz com a Ucrânia a menos que Kiev abandone suas ambições de ingressar na OTAN e retire todas as suas tropas dos territórios controlados pela Rússia, afirmou Dmitry Peskov, porta-voz do governo russo.

Peskov reforçou que essas exigências são condições essenciais para qualquer negociação, conforme descritas na iniciativa de paz apresentada pelo presidente Vladimir Putin. Entre os pontos principais, está a retirada total das forças ucranianas de todas as regiões que a Rússia considera seu território, incluindo Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporozhye, dentro de suas fronteiras administrativas completas.

Essa declaração foi uma resposta a especulações publicadas pelo Financial Times, que sugeriu que Moscou e Kiev estariam em discussões preliminares para retomar negociações de paz, mediadas pelo Catar. De acordo com o jornal britânico, essas negociações teriam chegado perto de um acordo em agosto, antes de serem interrompidas pela invasão ucraniana na região de Kursk.

O Financial Times também sugeriu que os serviços de inteligência de ambos os países chegaram a um acordo informal para cessar os ataques às respectivas infraestruturas energéticas, algo considerado uma “significativa desescalada” no conflito.

No entanto, Peskov desmentiu essas alegações, classificando-as como “histórias falsas” e criticando até mesmo veículos respeitáveis por divulgar informações enganosas. “Hoje em dia, há muitas histórias inventadas que não têm nenhuma relação com a realidade”, disse ele.

No mês passado, a Rússia recebeu um pedido da Turquia para discutir os ataques às infraestruturas energéticas, segundo o ex-ministro da Defesa Sergey Shoigu, que agora ocupa o cargo de secretário do Conselho de Segurança. Shoigu revelou que, embora a Rússia estivesse disposta a considerar um acordo, a Ucrânia recusou a proposta.

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