No cenário diplomático acalorado que envolve as discussões do G20 na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não hesitou em rebater as críticas proferidas pelo chanceler israelense, Israel Katz, em resposta aos comentários do presidente Lula sobre Benjamin Netanyahu.
Antes mesmo de participar das reuniões do G20, Katz descreveu as declarações de Lula como “promíscuas” e “delirantes”, resultando em um confronto verbal que ganhou destaque internacional. Em uma postagem no [inserir meio de comunicação], Katz chegou a afirmar que as palavras do presidente brasileiro eram uma “vergonha para o Brasil e um cuspe no rosto dos judeus brasileiros”.
Em resposta contundente, Vieira declarou que as palavras de Katz são “inaceitáveis na forma e mentirosas no conteúdo”. O ministro destacou a gravidade de uma chancelaria dirigir-se dessa maneira a um chefe de estado de um país amigo e classificou as ações de Israel como uma “vergonhosa página da história da diplomacia”.
“Uma Chancelaria recorrer sistematicamente à distorção de declarações e a mentiras é ofensivo e grave. É uma vergonhosa página da história da diplomacia de Israel, com recurso a linguagem chula e irresponsável”, enfatizou Vieira.
O ministro não poupou críticas à suposta estratégia de Katz em distorcer as posições do Brasil para ganho político interno. “Não é aceitável que uma autoridade governamental aja dessa forma”, declarou Vieira, apontando para a contradição entre as declarações públicas e privadas do chanceler israelense.
Além disso, Vieira destacou a tentativa de Katz em desviar a atenção do cenário internacional, caracterizado pelos eventos em Gaza. Com mais de 30 mil civis palestinos mortos, principalmente mulheres e crianças, e uma população sujeita a deslocamentos forçados e punição coletiva, o ministro ressaltou o crescente isolamento internacional do governo Netanyahu, evidenciado nas deliberações em andamento na Corte Internacional de Justiça.
“Nossa amizade com o povo israelense remonta à formação daquele Estado, e sobreviverá aos ataques do titular da chancelaria de Netanyahu”, afirmou Vieira, concluindo que o Brasil reagirá com firmeza, mas diplomaticamente, a quaisquer ataques que receber.

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