A decisão do governo Trump de suspender repasses federais a programas sociais gerou um terremoto político nos Estados Unidos. Segundo o senador Bernie Sanders, a medida – classificada por ele como “inconstitucional” e “autoritária” – ameaça a saúde e o bem-estar de milhões de crianças, idosos e famílias vulneráveis. Em um artigo contundente, Sanders alerta: “Nossos fundadores deram ao Congresso o poder do orçamento. Nenhum presidente tem o direito de escolher quais leis obedecer.”
A suspensão de verbas federais, anunciada sem aviso prévio, coloca em risco programas essenciais:
- Centros comunitários de saúde, que atendem 30 milhões de americanos, podem perder recursos para atendimento básico;
- Programas Head Start, que garantem educação infantil de qualidade a quase 1 milhão de crianças, enfrentam o risco de fechamento;
- Assistência nutricional a gestantes e bebês (WIC) pode ser interrompida, ameaçando a segurança alimentar;
- Auxílio para pagamento de contas de energia (LIHEAP), vital para idosos e famílias de baixa renda, está sob ameaça.
“Trump não é um rei”, enfatiza Sanders, lembrando que o presidente não pode ignorar a Constituição dos EUA. O senador, que é membro independente do Comitê Orçamentário do Senado, acusa a medida de violar o sistema de freios e contrapesos – pedra angular da democracia americana.
A ação do governo Trump levanta questões sobre transparência e legalidade. Sanders questiona: “Quantas vidas serão prejudicadas enquanto o governo brinca de tirano?” Ele exige a revogação imediata do decreto e convoca democratas, republicanos e independentes a se unirem contra o que chama de “avanço autoritário”.
A polêmica ocorre em um contexto de crescente tensão entre o Executivo e o Legislativo nos EUA. Sanders ressalta que, se Trump deseja mudar leis, deve negociar com o Congresso – não governar por decreto. “Autoritarismo não é solução. É a negação da democracia”, conclui o senador, que representa Vermont há mais de três décadas.

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