O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Coreia do Norte está fornecendo não apenas armamentos, mas também tropas para ajudar a Rússia em sua ofensiva contra a Ucrânia. A declaração foi feita em um vídeo divulgado na noite de domingo, onde Zelensky ressaltou o fortalecimento da aliança entre Moscou e regimes como o de Pyongyang.
“Não se trata apenas de transferência de armas, mas de envio de pessoas da Coreia do Norte para as forças militares ocupantes”, disse Zelensky. Segundo ele, a crescente aproximação entre a Rússia e seus aliados exige uma resposta adaptada por parte da Ucrânia e de seus parceiros. O presidente ucraniano renovou seu pedido por um aumento no apoio militar, destacando a necessidade de evitar a expansão do conflito.
“A linha de frente precisa de mais suporte”, enfatizou. “Quando falamos de fornecer maior capacidade de alcance e suprimentos decisivos para nossas forças, não é apenas uma questão de equipamentos. É sobre intensificar a pressão sobre o agressor – uma pressão que seja maior do que a capacidade de resistência da Rússia. E é sobre impedir uma guerra ainda maior.”
Zelensky tem insistido para que seus aliados autorizem o uso de mísseis de longo alcance, permitindo à Ucrânia atingir alvos militares no interior da Rússia e enfraquecer sua capacidade bélica. Até o momento, esses pedidos não foram atendidos. Ele reiterou que continuará buscando esse aval. “A verdadeira paz só pode ser alcançada por meio da força, e a próxima semana será dedicada a trabalhar com nossos parceiros em busca dessa força, pela verdadeira paz.”
Enquanto isso, líderes ocidentais deveriam ter se reunido na Alemanha na semana passada para discutir a situação, mas a visita do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi adiada devido à aproximação do furacão Milton na Flórida. Agora, Biden é esperado na Alemanha nesta semana, com a guerra na Ucrânia entre os principais tópicos da agenda.
O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Yong-hyun, afirmou recentemente que há uma “alta probabilidade” de que a Coreia do Norte esteja enviando soldados para apoiar a Rússia no campo de batalha ucraniano. Ele também mencionou que é “altamente provável” que relatórios sobre oficiais norte-coreanos mortos em ataques ucranianos em territórios ocupados sejam verdadeiros.
A Rússia, por sua vez, rejeitou as alegações como “notícias falsas”. As relações entre Moscou e Pyongyang se estreitaram desde que a Rússia iniciou sua invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022.
Em setembro de 2023, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, realizou uma rara viagem ao exterior, visitando o leste da Rússia, onde se encontrou com o presidente Vladimir Putin e conheceu bases militares e fábricas de armamentos. Antes disso, em junho, Putin havia viajado a Pyongyang, marcando sua primeira visita ao país em 24 anos, onde recebeu o apoio e solidariedade de Kim em relação à guerra.
Estados Unidos, Coreia do Sul e Ucrânia têm acusado a Coreia do Norte de fornecer armamentos à Rússia para uso no conflito. Em abril, monitores de sanções da ONU relataram que destroços de um míssil que atingiu a cidade de Kharkiv em 2 de janeiro eram de um míssil balístico Hwasong-11 da Coreia do Norte.

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