Na segunda-feira, dois foguetes Katyusha foram disparados contra a base aérea de Ain al-Assad, localizada no oeste do Iraque. Informações fornecidas por fontes de segurança iraquianas revelam que os foguetes caíram dentro da base. O ataque, que não tem ligação confirmada com as recentes ameaças do Irã de retaliação pela morte de líderes do Hamas e do Hezbollah, resultou em pelo menos cinco feridos entre os militares americanos.
Oficiais dos EUA, que solicitaram anonimato, relataram que um dos feridos está em estado grave. A Agência Associated Press, citando fontes de defesa dos EUA, informou que até sete pessoas, incluindo militares e civis, foram atingidas. A Casa Branca confirmou que o presidente e o vice-presidente foram informados sobre o incidente e que uma avaliação de danos pós-ataque está em andamento.
A tensão na região aumentou após o assassinato de Ismail Haniyeh, líder político do Hamas, na semana passada em Teerã, o que provocou ameaças de vingança por parte do Irã. O Irã culpou Israel pelo ataque, mas Israel não assumiu a responsabilidade. Para agravar a situação, um ataque israelense em Beirute também resultou na morte de Fuad Shukir, comandante sênior do Hezbollah.
O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, e o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, qualificaram o ataque como uma “escalada perigosa”. Na sequência do assassinato de Haniyeh, os EUA enviaram forças militares adicionais ao Oriente Médio, caracterizando a movimentação como uma medida “defensiva” diante da possível retaliação. A guerra em Gaza, que dura quase 10 meses, tem intensificado os conflitos entre Israel, Irã e grupos associados, como o Hezbollah.
O Iraque, aliado raro dos EUA e do Irã, abriga 2.500 soldados americanos e grupos paramilitares apoiados pelo Irã. O país tem experimentado um aumento nos ataques de retaliação desde o início do conflito em Gaza.

Deixe uma resposta