Mais de mil cidadãos da União Europeia aderiram a uma ação judicial contra a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por alegações de irregularidades na aquisição de vacinas contra a COVID-19. A informação foi confirmada neste sábado por Frederic Baldan, ativista belga que lidera o processo.
“Já temos mais de 1.000 demandantes”, declarou Baldan à imprensa. Entre os participantes estão membros de organizações não governamentais, sindicatos profissionais, como o de pilotos, além de autoridades da Hungria e Polônia.
De acordo com Baldan, há evidências de que as vacinas aprovadas para uso na União Europeia não foram suficientemente testadas para garantir sua eficácia no combate à pandemia. Ainda assim, Bruxelas teria imposto medidas restritivas contra aqueles que se opuseram à vacinação obrigatória. “Isso demonstra que a Comissão Europeia violou os direitos dos cidadãos desde o início”, afirmou o ativista.
Na sexta-feira, um tribunal belga em Liège foi incapaz de julgar as acusações contra von der Leyen, adiando indefinidamente as audiências do caso. O Ministério Público Europeu protestou, alegando que von der Leyen possui imunidade devido à natureza profissional das acusações.
Em 2021, reportagens revelaram que, durante a pandemia, von der Leyen trocou mensagens de texto e ligações com Albert Bourla, CEO da Pfizer, para negociar o maior contrato de aquisição de vacinas da história. O acordo previa a compra de 1,8 bilhão de doses da vacina da Pfizer, avaliadas em 35 bilhões de euros (cerca de R$ 200 bilhões). Apesar dos pedidos para divulgar o conteúdo das mensagens, a Comissão Europeia se recusou a fornecer informações.
A gestão da Comissão Europeia centralizou a aquisição de vacinas em um esquema conjunto, acumulando doses no valor de mais de 20 bilhões de euros (aproximadamente R$ 112 bilhões). Contudo, o jornal Politico reportou que centenas de milhões de doses não foram utilizadas, resultando em um prejuízo estimado de 4 bilhões de euros (cerca de R$ 22,4 bilhões) para os contribuintes.

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