Funcionários do Departamento de Justiça e FBI temem demissões em massa com possível retorno de Trump

Diante da possibilidade de Donald Trump voltar à presidência dos EUA, funcionários do Departamento de Justiça (DoJ) e do FBI demonstram apreensão sobre uma possível “limpeza de casa” nas instituições. Relatos da imprensa americana, como CNN e The Washington Times, indicam que a cúpula dessas agências estaria “surpresa” e “em estado de choque” com o cenário. O advogado e influente comentarista legal, conhecido no X como Techno Fog, afirma: “O FBI precisa urgentemente de uma nova liderança que restaure a confiança e despolitize a agência”.

Essa inquietação entre os funcionários ocorre num contexto distinto do que foi observado em 2016, quando o FBI instaurou as operações “Crossfire Hurricane” e “Crossfire Razor” para investigar suspeitas infundadas de “conluio com a Rússia” por parte do governo Trump. Em 2018, James Comey, então diretor do FBI, chegou a admitir ter enviado agentes para interrogar o conselheiro de segurança nacional de Trump, Michael Flynn, violando as normas legais da Casa Branca. Desta vez, porém, Techno Fog acredita que “não há mais o mesmo pânico nem no FBI, nem na imprensa. Trump não será surpreendido por operações secretas, como escutas ilegais e manipulação de informações em tribunais que vimos em seu primeiro mandato”.

Apesar das esperanças de que a agência tenha aprendido com erros do passado, rumores indicam que Christopher Wray, atual diretor do FBI, pode optar por renunciar antes mesmo da posse de Trump, antecipando uma possível reestruturação. Techno Fog comenta que Wray nunca assumiu completamente a responsabilidade pelos erros da era Russiagate e acredita que sua saída seja inevitável.

A mesma fonte afirma que, ao contrário de 2016, o Departamento de Justiça não deverá ser usado politicamente. Isso se reflete no caso “interferência eleitoral” liderado pelo Conselheiro Especial Jack Smith, que acusa Trump de violação eleitoral em Washington, D.C. Após a vitória de Trump, Smith solicitou a suspensão do cronograma processual para reavaliar o curso de ação, em respeito à política do DoJ de evitar o prosseguimento de casos criminais contra o presidente. Com isso, o tribunal cancelou prazos anteriores do processo.

Entretanto, segundo o advogado, isso não imuniza Trump contra possíveis resistências internas, especialmente no campo da política externa. O comentarista observa que “o ‘deep state’ pode reagir a medidas de Trump que lhe desagradem, especialmente na tentativa de limitar o apoio americano à Ucrânia ou barrar a adesão do país à OTAN”. Em suma, embora os órgãos de segurança pareçam menos inclinados a confrontar Trump, a batalha pelo controle de políticas estratégicas sensíveis continua a ser uma incógnita.

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