A lente do tempo revela que a cantora Ivete Sangalo se tornou a face das campanhas dos laticínios Piracanjuba em 2019. No entanto, somente agora, em um turbilhão de reações, alguns apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro decidiram lançar um movimento de boicote aos produtos da marca. A razão por trás dessa decisão repousa nas críticas abertas que Ivete já proferiu sobre o ex-presidente, que não passaram despercebidas por seus seguidores.
É uma situação intrigante que suscita um questionamento sobre a percepção da publicidade e o papel dos rostos das campanhas. Uma observação aguda de um bolsonarista, “Não comprem esse leite Piracanjuba… Lembro bem de um vídeo em que ela para o show e fala de Bolsonaro com aqueles adjetivos terminados em ‘ista’ e ‘cida’, além de vai tomar no seu centro do canal anal”, encapsula o motivo por trás do boicote.
Outro adepto do movimento de boicote usou um vídeo de um show de Ivete para transmitir uma mensagem direta aos apoiadores do ex-presidente: “Esta é a semana do boicote. Não comprem Piracanjuba de jeito nenhum. Quando chegar ao mercado, lembre desse aviso”.
Este episódio desencadeia uma discussão mais ampla sobre a influência das celebridades em nossa sociedade. Quando as estrelas se manifestam, seja em questões políticas ou sociais, seu poder de influência é inegável. No entanto, esse caso destaca como o público, por vezes, pode ser seletivo em sua consciência sobre o alinhamento de uma celebridade com determinados temas. Além disso, levanta questões sobre a interseção entre política e consumo, e como as escolhas dos consumidores muitas vezes refletem suas crenças e valores pessoais.

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