Em uma iniciativa para conter a expansão da dengue, o município do Rio de Janeiro inaugurou, na última quarta-feira (14), seu décimo polo de atendimento no Super Centro Carioca de Saúde, localizado em Benfica, zona norte da cidade. Com capacidade para receber até 120 pacientes diariamente, a unidade se torna parte fundamental do esforço municipal contra a epidemia.
Os nove polos já em operação, distribuídos em Curicica, Campo Grande, Santa Cruz, Del Castilho, Bangu, Madureira, Complexo do Alemão, Botafogo e Tijuca, funcionam das 7h às 19h, oferecendo diagnóstico e tratamento para aqueles afetados pela dengue. A prefeitura enfatiza que essas instalações são preparadas para realizar tanto hidratação venosa quanto oral.
Nos casos mais graves que demandam internação, a responsabilidade recai sobre a Central Municipal de Regulação, que coordena a transferência para leitos específicos para tratamento da dengue nos hospitais da rede de urgência e emergência do município.
A Secretaria Estadual de Saúde alerta para a tendência de aumento na transmissão da doença nas próximas nove semanas, destacando a necessidade contínua de medidas preventivas. Desde janeiro deste ano, foram registrados quatro óbitos por dengue em todo o estado.
Sintomas e Cuidados
O Ministério da Saúde orienta que qualquer pessoa com febre súbita (entre 39°C e 40°C) e pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares, e dor atrás dos olhos – deve buscar imediatamente atendimento médico. A atenção pós-febre é crucial, pois podem surgir sinais de alarme indicando agravamento da condição.
Entre esses sinais, destacam-se dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo anormal de líquidos em cavidades corporais, hipotensão postural, letargia ou irritabilidade, aumento do tamanho do fígado e sangramento de mucosas. É essencial manter a vigilância e procurar assistência médica diante desses sinais, garantindo um tratamento oportuno e adequado.

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