O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disparou críticas contundentes aos aliados da OTAN nesta quarta-feira, classificando-os como “um bando de parceiros juniores” que não cumprem sua parte nos gastos militares. Em entrevista ao The Free Press, ele reforçou a pressão para que os membros do bloco elevem seus investimentos em defesa para 5% do PIB — meta que Donald Trump quer ver concretizada antes da cúpula da aliança em junho.
“A OTAN só funciona se for uma aliança de verdade, não os EUA carregando parceiros que não fazem sua parte”, disparou Rubio, destacando que o atual modelo cria uma “relação de dependência”, não de cooperação. Atualmente, apenas 11 dos 32 países da OTAN atingem a meta de 2% do PIB em defesa — patamar que, segundo o conselheiro de segurança nacional Mike Waltz, é o “mínimo aceitável” para 2025.
A cobrança é unânime no governo Trump. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, foi mais direto: “A era em que os EUA garantiam sozinhos a segurança europeia acabou. É hora de a Europa assumir a liderança”, declarou em discurso no Army War College.
Por trás do tom beligerante, um cálculo geopolítico claro: reduzir custos e reafirmar hegemonia. Enquanto a Europa se vê pressionada a aumentar gastos em meio a crises econômicas, analistas veem o movimento como uma “chantagem estratégica” para manter a OTAN como instrumento de influência americana — ainda que à força.
A cúpula de junho promete ser um terremoto diplomático. Se os aliados não cederem, Trump já sinalizou que pode revisar compromissos, transformando a aliança mais poderosa do mundo em um clube de interesses condicionais.

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