Massacre em Gaza: Ataques de Israel Matam Dezenas de Palestinos Deslocados em Meio a Novas Ordens de Evacuação

Israel intensificou suas operações militares em Gaza, resultando na morte de pelo menos 50 palestinos e mais de 120 feridos, enquanto novas ordens de evacuação foram emitidas para regiões centrais e sulistas do enclave.

Em um dos ataques mais recentes, uma escola em Gaza City, que abrigava famílias deslocadas, foi atingida, matando quatro pessoas e ferindo 18. O ataque, que ocorreu na Escola Salah al-Din, deixou crianças entre os feridos, conforme relatado por Mahmud Bassal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza. Um pai, cujo filho foi morto enquanto brincava no pátio da escola, expressou sua dor ao dizer: “O que essa criança fez para merecer isso? Ele não tinha mísseis, não tinha aviões, não tinha tanques.”

O Exército de Israel afirmou que o ataque foi direcionado a “terroristas do Hamas que operavam dentro de um centro de comando e controle” localizado no complexo da escola. Israel alega que mais de 500 escolas foram alvo de suas operações nos últimos dez meses sob a justificativa de que militantes do Hamas as utilizam como esconderijos. No entanto, até o momento, não foram fornecidas evidências concretas que corroborem essa acusação, que é negada pelo Hamas.

Na cidade de Bani Suheila, ao sul de Gaza, um ataque aéreo israelense matou sete palestinos, entre eles duas crianças e cinco mulheres, que estavam em um acampamento para deslocados. Em Rafah, outro ataque resultou na morte de quatro agricultores que trabalhavam perto de al-Mawasi, alvejados por tanques israelenses.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, o número total de palestinos mortos desde o início do conflito já ultrapassa 40.223, sendo a maioria mulheres e crianças. A ONU afirma que mais de 90% dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza foram deslocados pelo menos uma vez desde o início das hostilidades em outubro.

Na quarta-feira, o Exército de Israel emitiu novas ordens de evacuação para bairros em Deir el-Balah, uma das áreas mais densamente povoadas de Gaza, sinalizando uma ampliação das operações terrestres. Relatos locais indicam que as forças israelenses dispararam contra civis durante as evacuações, resultando em mais mortes e feridos.

Desesperado, Mohammad Yasser, que tentava carregar colchões em um carro para fugir com sua família, clamou: “Tenham misericórdia de nós, mundo! Não queremos ajuda, nem cupons de alimentação. Apenas parem com esta guerra.” A evacuação, segundo Yasser, “parece uma grande marcha da morte. Deir el-Balah é a última parada. Acabaremos sentados nas ruas.”

As zonas designadas como “seguras” pelo Exército de Israel compreendem apenas 9% da Faixa de Gaza. Contudo, esses locais também têm sido alvo de bombardeios, e sofrem com a superlotação e falta de infraestrutura básica.

Philippe Lazzarini, chefe da UNRWA, agência da ONU para refugiados palestinos, condenou o ataque à escola em Gaza City, descrevendo-o como “horrível”. “Gaza não é mais um lugar para crianças”, disse ele, destacando que “elas são as primeiras vítimas dessa guerra impiedosa. Um cessar-fogo já passou da hora.”

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