O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pedido ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que encerre o conflito em Gaza antes de sua possível posse em janeiro, caso vença as eleições presidenciais da próxima semana. A informação foi divulgada pelo “Times of Israel”, que cita uma fonte da antiga administração de Trump e um oficial israelense.
Durante um encontro em julho no resort Mar-a-Lago, na Flórida, Trump teria expressado a Netanyahu sua preocupação com a guerra em Gaza e enfatizado a importância de um fim rápido. O ex-presidente, conhecido por sua proximidade com Netanyahu e seu apoio consistente a Israel, já havia, meses antes, declarado ao jornal “Israel Hayom” que a guerra precisava ser concluída, referindo-se às imagens de destruição em Gaza como um “péssimo retrato para o mundo”.
Embora Trump nunca tenha estabelecido publicamente um prazo para o término das operações militares israelenses, a pressão nos bastidores reflete seu desejo de evitar o desgaste de imagem que o prolongamento do conflito possa trazer. Ele teria afirmado que Israel deveria encerrar o combate rapidamente, dada a “devastação” que as críticas internacionais estavam causando à reputação do país.
Fontes ligadas ao “Times of Israel” destacam que Trump não especificou o que consideraria como o fim do conflito, deixando aberta a possibilidade de aceitar ações “residuais” das Forças de Defesa de Israel (IDF) na região de Gaza.
Por outro lado, Netanyahu, em diversas declarações públicas, reiterou que as operações militares continuarão até que o objetivo de “vitória total” sobre o Hamas seja atingido. Ele também reforçou a intenção de Israel em manter o controle de segurança sobre a faixa de Gaza após o conflito.
A pressão para encerrar a guerra, entretanto, não se resume às expectativas de Trump. O governo de Netanyahu enfrenta desafios internos, com membros de sua coalizão de extrema-direita sinalizando que poderiam romper com o governo caso qualquer cessar-fogo com o Hamas seja considerado.
Trump, apesar de sua postura fortemente pró-Israel, também tem buscado conquistar o eleitorado árabe-americano, prometendo acabar com os conflitos em Gaza e no Líbano. Em uma recente postagem nas redes sociais voltada para libaneses-americanos, ele atribuiu o conflito no Líbano ao governo Biden-Harris, prometendo que, sob sua liderança, traria paz e prosperidade à região.

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