Hospitais de Gaza Enfrentam Superlotação em Meio a Bombardeios Intensos
Um ataque aéreo e terrestre israelense nos campos de refugiados de Bureij e Maghazi, no centro de Gaza, resultou na morte de pelo menos 15 pessoas, de acordo com um representante da saúde palestina. O Hospital Al-Aqsa Martyrs, único em funcionamento na área, está lotado com dezenas de feridos, com muitos pacientes sendo atendidos no chão devido à falta de espaço.
A ofensiva israelense, que ocorreu nas últimas horas, causou um grande número de vítimas. Um porta-voz do Ministério da Saúde alertou que, se a “agressão” não cessar, o número de mortos poderá aumentar rapidamente. O hospital, que atende mais de um milhão de pessoas, já está além de sua capacidade, com médicos correndo para encontrar suprimentos médicos essenciais.
Em um ataque separado no campo de refugiados de Maghazi, duas pessoas foram mortas. Segundo a declaração do exército israelense, os ataques visavam alvos do Hamas com apoio de inteligência, com forças terrestres operando de forma “focada” na área de Bureij.
Relatos de familiares das vítimas indicam que ainda há famílias inteiras presas em casas bombardeadas nos campos densamente povoados. Médicos no Hospital Al-Aqsa Martyrs estão sobrecarregados, buscando suprimentos médicos para realizar operações urgentes e salvar vidas.
Impasse em Proposta de Cessar-Fogo?
A ofensiva israelense anterior em Bureij e outros campos de refugiados em Gaza central já havia causado destruição significativa. Na última sexta-feira, tropas israelenses se retiraram do campo de Jabalia, no norte de Gaza, após semanas de combate que resultaram na recuperação de 360 corpos, principalmente de mulheres e crianças, segundo um porta-voz da defesa civil de Gaza.
Enquanto mediadores internacionais aguardam uma resposta de Israel e do Hamas a uma nova proposta de cessar-fogo e troca de prisioneiros, um oficial sênior do Hamas, Osama Hamdan, afirmou que o grupo não aceitará um acordo que não inclua um cessar-fogo permanente e a retirada total de Israel de Gaza. Hamdan criticou a resposta israelense, dizendo que ela apenas abre caminho para negociações intermináveis sem um prazo definido.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou um plano de três fases proposto por Israel, mas os líderes israelenses parecem se distanciar da proposta, prometendo continuar a lutar contra o Hamas até o grupo ser destruído. Bombardeios e operações terrestres israelenses em Gaza já mataram mais de 36 mil palestinos, segundo o Ministério da Saúde.
Israel está expandindo sua ofensiva na cidade de Rafah, no sul de Gaza, cortando em grande parte o fornecimento de alimentos, medicamentos e outros suprimentos, levando a uma crise de fome. Mais de um milhão de palestinos fugiram de Rafah, a maioria buscando refúgio em campos de tendas que surgiram em Gaza central e sul.

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