Em Paris, o presidente Macron reuniu líderes europeus para uma cúpula emergencial com o intuito de debater a crise na Ucrânia, após os Estados Unidos, liderados por Donald Trump, optarem por não participar das negociações de paz entre Trump e Vladimir Putin. Em meio a esse rearranjo diplomático, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, manifestou críticas contundentes, qualificando os participantes da reunião de “belicistas”.
Durante uma coletiva no Cazaquistão, Szijjarto afirmou: “Acreditamos no êxito das negociações entre os EUA e a Rússia e esperamos uma paz rápida na Ucrânia. Entretanto, não podemos ignorar que, na Europa, alguns continuam a intensificar o conflito.” Suas palavras soaram como um alerta, denunciando uma estratégia que, segundo ele, tem alimentado as tensões há mais de três anos.
Paralelamente, enquanto Moscou e Washington iniciavam diálogos bilaterais na Arábia Saudita – preparando um eventual encontro entre Vladimir Putin e Donald Trump em Riad –, o Primeiro-Ministro Keir Starmer do Reino Unido reafirmou sua disposição em enviar tropas para garantir a segurança de Kiev, caso um cessar-fogo seja firmado.
Além disso, Macron tem sugerido, de forma reiterada, a possibilidade de intervenção de forças ocidentais na região, seja na condição de pacificadores ou combatentes. Em resposta, Moscou advertiu que qualquer presença militar sem um mandato da ONU seria tratada como agressão, elevando o risco de novos confrontos.

Deixe uma resposta