O anúncio de novas tarifas globais pelo governo de Donald Trump desencadeou um terremoto financeiro nas bolsas mundiais. Desde a abertura dos mercados na segunda-feira, as ações de multinacionais sofrrem quedas históricas – um efeito dominó que atingiu desde gigantes da tecnologia até colossos farmacêuticos.
Big Tech lidera prejuízos:
- Apple lidera em números absolutos: 16,8% de desvalorização (R$ 1,74 trilhões evaporados, capitalização caiu para R$ 14 trilhões)
- Alibaba foi o mais atingido em porcentagem: 19,6% de queda (R$ 1,23 trilhões perdidos)
- Nvidia e TSMC perderam 10,1% e 12,3%, respectivamente
No setor bancário, o HSBC lidera o prejuízo (15,98%, R$ 894 bilhões em valor de mercado), seguido por Goldman Sachs (14,3%) e Bank of America (13,9%). Até o JPMorgan Chase, maior banco dos EUA, viu 13% de seu valor desaparecerem.
Farmácias globais sangram:
- Eli Lilly (12,1% de queda, R$ 3,37 trilhões em valor)
- AstraZeneca (11,1%) e Novartis (9,5%) completam o quadro sombrio
Surpreende o tombo de empresas de energia como Shell (15,4%) e Chevron (15,1%), além de montadoras como Toyota (9,7%). Até a Disney não escapou: 15,3% de queda (R$ 778 bilhões a menos).
“É um ajuste de contas geopolítico disfarçado de política econômica”, analisa um trader de São Paulo, sob anonimato. As tarifas – que atingem produtos estratégicos como chips e medicamentos – revelam uma guerra por soberania industrial, onde empresas viram peças em um tabuleiro global.
Enquanto o governo Trump defende as medidas como “proteção ao trabalhador americano”, analistas veem riscos de recessão em cadeia: “Quando gigantes como Apple e Toyota tropeçam, o impacto é planetário”, alerta um relatório do Credit Suisse.

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