A sombra da Operação Sétimo Mandamento, conduzida pela Polícia Federal e autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça, projetou-se sobre figuras proeminentes do cenário político e administrativo do Rio de Janeiro. Vinícius Sarciá Rocha, irmão do governador Cláudio Castro e presidente do Conselho de Administração da Agerio, figura entre os alvos da investigação, que busca desvendar intricadas tramas de corrupção e desvio de recursos em programas assistenciais.
Não se trata apenas de Sarciá; Astrid de Souza Brasil Nunes, subsecretária de Integração Sociogovernamental, e Allan Borges Nogueira, gestor de Governança Socioambiental da Cedae, também foram alvos das diligências. Os mandados autorizaram a execução de medidas severas, incluindo afastamentos de sigilo bancário, fiscal e telemático.
A operação, cujo nome remete ao mandamento bíblico “não furtar”, investiga uma gama de delitos que vão desde organização criminosa até lavagem de dinheiro. Os projetos Novo Olhar, Rio Cidadão, Agente Social e Qualimóvel, implementados entre 2017 e 2020, estão sob escrutínio. O modus operandi da suposta quadrilha revela uma teia de fraudes em licitações, desvio de verbas e pagamentos ilícitos, totalizando cifras astronômicas que ultrapassam os R$ 70 milhões.
A PF, em comunicado, destacou a audácia do grupo em manipular projetos sociais para fins políticos, explorando vulnerabilidades e necessidades da população mais desfavorecida. A investigação promete lançar luz sobre os meandros obscuros onde interesses públicos e privados se entrelaçam de forma nefasta.

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