Em uma reviravolta reveladora, os nomes do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e do príncipe Andrew, do Reino Unido, surgem em uma lista vinculada ao falecido bilionário americano Jeffrey Epstein. Este documento, tornado público por decisão judicial em Nova York, descortina conexões entre figuras proeminentes e Epstein, cuja morte em 2019 levantou questões sobre seu envolvimento em exploração sexual de menores.
Os documentos, com mais de 900 páginas, foram divulgados após a juíza Loretta Preska retirar o sigilo de um processo contra Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, já condenada a 20 anos de prisão por comandar uma rede de tráfico sexual de menores.
Dentre os mais de 100 citados, Clinton é mencionado em relação a declarações emitidas em 2019, nas quais afirmou desconhecer as atividades criminosas de Epstein. Por sua vez, o príncipe Andrew enfrenta acusações de apalpar uma mulher, alegação que ele nega veementemente.
O contexto social de Epstein é evidenciado nos documentos, ressaltando sua influência em círculos diversos, incluindo figuras como Michael Jackson e David Copperfield, embora sem acusações específicas contra eles.
A denunciante Johanna Sjoberg relata em juízo que o príncipe Andrew teria apalpado seu seio, enquanto documentos também mencionam viagens de Clinton no avião de Epstein, alegadamente em “viagens humanitárias à África”.
Apesar das revelações, os documentos não apresentam informações bombásticas adicionais sobre Epstein, e muitos dos citados já haviam sido identificados pela imprensa ou no julgamento de Maxwell.
A magistrada Preska determinou a manutenção do sigilo sobre alguns nomes para preservar a identidade das vítimas de abuso sexual, indicando que mais documentos relacionados ao caso serão divulgados nos próximos dias.

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