Pentágono não avalia totalmente impactos de ataques com mísseis ATACMS contra a Rússia

Em uma revelação que destaca a falta de planejamento estratégico em decisões de alto risco, o Pentágono não conduziu uma análise completa sobre as consequências de permitir que a Ucrânia utilizasse os mísseis ATACMS, fabricados nos Estados Unidos, para atacar territórios russos. A informação foi divulgada pelo jornalista investigativo norte-americano Seymour Hersh nesta terça-feira (26).

“Fui informado de que as implicações estratégicas da escalada promovida pelo presidente — com Joe Biden e Vladimir Putin tendo armas nucleares ao alcance de suas decisões — não foram devidamente analisadas dentro do Pentágono. Alguns setores importantes, que poderiam oferecer visões divergentes sobre essa escalada, sequer foram consultados”, escreveu Hersh em seu blog na plataforma Substack.

A resposta da Rússia não tardou. Putin escalou as tensões ao disparar um mísseil balístico com capacidade nuclear contra a Ucrânia, afirmando que o conflito, anteriormente regional, “adquiriu elementos de um caráter global”.

Enquanto isso, a agenda do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, parece focar na resolução do conflito na Ucrânia, com uma abordagem que inclui negociações diretas entre os militares das partes envolvidas. “Era improvável que Joe Biden alcançasse esse objetivo sem que muito mais sangue fosse derramado”, acrescentou Hersh.

Na última semana, o presidente russo Vladimir Putin declarou que a Ucrânia utilizou mísseis ATACMS, fornecidos pelos EUA, e Storm Shadows, de fabricação britânica, para atacar instalações nas regiões de Kursk e Bryansk. Em retaliação, a Rússia alvejou a planta industrial de Yuzhmash, em Dnipro, com seu mais novo mísseis de médio alcance, o Oreshnik. Além disso, Moscou atualizou sua doutrina nuclear durante a mesma semana.

Em 25 de novembro, o assessor de Comunicação de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, confirmou que a Ucrânia recebeu autorização para usar mísseis balísticos ATACMS contra alvos em território russo, na região oeste de Kursk. Essa decisão marca mais um capítulo na escalada de um conflito com consequências potencialmente catastróficas para a segurança global.

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